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Como a tecnologia pode nos ajudar num dia a dia mais saudável

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Bem vindos a 2022 

O Burnout foi a palavra de 2021 e, neste ano, continuando a viver a maior interrupção no local de trabalho em gerações, a tendência é que este nível de volatilidade não diminua e que exija de nós um olhar ainda mais humanizado. Em nossa última news de 2021 falamos sobre como o modelo de trabalho que privilegia o desempenho em cima da humanidade não vem apresentando resultados. Há fios de esperança para este ano, onde a síndrome do burnout se torna oficialmente uma doença de trabalho, alertando empresas e gestores sobre o desafio de continuar acelerando, atendendo demandas cada vez mais exigente de clientes, mas ao mesmo tempo com um olhar sobre a qualidade de vida dos colaboradores. Segundo a Harvard Business Reviewem 2022, o bem-estar se tornará a mais nova métrica que as empresas usarão para entender seus funcionários. E apesar de em muitos segmentos os dias de trabalho aumentarem 34%, há outros adotando semanas de trabalho mais curtas e utilizando a tecnologia em prol de uma rotina mais inteligente e estratégica, deixando o trabalho tático e operacional, que muitas vezes nos consome, para plataformas e tecnologias desenvolvidas para isso

A cultura do Super-Homem 

Você com certeza já ouviu argumentações de grandes empreendedores sobre a necessidade do grande esforço, do trabalho árduo, os sacrifícios, exigindo noites acordadas e uma rotina talvez pra lá de desumana com jornadas longas de trabalho. O próprio Elon Musk em 2018 afirmou em uma declaração: “Ninguém mudou o mundo trabalhando 40 horas por semana”. A verdade é que sabemos a importância do trabalho árduo e do esforço, mas se deixarmos nosso instinto workaholic tomar conta, seremos engolidos por inteiro. E o pior, na contramão do que muitos esperam, o trabalho árduo e estressante muitas vezes coíbe a criatividade, a moeda da vez para empresas que precisam inovar para conquistar ou manter mercados.

Há sim grandes líderes que também estimulam uma rotina mais equilibrada, Jeff Bezos, fundador da Amazon e Marc Andreesen, co-fundador da Netscape e co-fundador da Andreessen Horowitz ou a16z, um dos principais fundos de venture capital dos Estados Unidos, são exemplos. Para o The Wall Street Journal eles afirmam dormir no mínimo 8 horas por noite e que isso faz com que eles permaneçam alertas para pensarem com mais clareza. O artigo “Déficit de sono: o exterminador do desempenho” da Harvard Business Review, comprova como a privação de sono prejudica a performance.

A cultura do super-homem não considera limitações e alternativas com menos esforços. Mais esforço não gera necessariamente mais resultado, é preciso ser inteligente na definição de sua rotina e como você alcança seus resultados. Afinal de contas, diferente da época da revolução industrial, na qual o trabalho era medido por hora de trabalho, vivemos a era da eficiência criativa.

Menos é mais

Trabalhar mais de 55 horas por semana não contribui em nada para melhorar o desempenho no trabalho, segundo John Pencavel, professor de Economia da Universidade de Stanford. Visto isso, algumas empresas ao redor do mundo vêm explorando jornadas de trabalho mais curtas em prol de uma melhor qualidade de trabalho. A Bolt, startup de comércio eletrônico, por exemplo, adotou uma semana de trabalho de 4 dias após testá-la durante um teste de 3 meses. E os resultados vieram! 84% dos colaboradores disseram que eram mais produtivos, 86% disseram que eram mais eficientes com seu tempo e 84% viram melhora no equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Grandes empresas também adotaram o modelo. No Japão, a Panasonic e a Microsoft implementaram semana de 4 dias, a produtividade dos colaboradores da Microsoft aumentou em 40%. Segundo o CEO da Panasonic, Yuki Kusumi, o objetivo foi apoiar o bem-estar dos funcionários. Nos Estados Unidos, a Elephant Ventures também adotou a semana com 4 dias de trabalho, mas com jornada de 10 horas. Além disso, segundo a Harvard Business Review, algumas empresas estão encurtando a semana de trabalho como forma de atração de talentos, o tempo de lazer se tornou mais valioso e atraente para os trabalhadores. 

Nem um nem outro.

Seja uma abordagem cansativa ou uma abordagem mais enxuta, uma abordagem baseada em horas é produtivo? É isso que o economista de Stanford, John Pencavel, critica: “Todo mundo está ciente de que o tempo é um substituto ruim, mas assumimos a suposição de que nossa produção é proporcional às horas”. Apesar disso, existe um outro elemento mais importante, o COMO trabalhamos. Segundo Greg McKeow, autor dos best sellers Essencialismo e Sem Esforço, há duas maneiras de conquistar todas as coisas que são realmente importantes: Podemos (a) ganhar poderes sobre-humanos para fazer todo o trabalho ou (b) nos aprimorarmos em tornar mais fácil o trabalho absurdamente difícil porém essencial. Segundo ele, somos levados a crer que para termos sucesso, temos que “fazer tudo”, fazer as coisas que são difíceis e também as complicadas. Mas em vez disso, devemos procurar oportunidades que sejam altamente valiosas e também simples e fáceis. 

#DigitalizaAi

Você não precisa fazer tudo! Contar com o apoio da tecnologia é fundamental para encontrar soluções melhores e definir uma rotina mais eficiente. As oportunidades de automatizar processos através de ferramentas digitais aumentou drasticamente nos últimos anos e 65% das tarefas que um gerente realiza atualmente têm o potencial de serem automatizadas até 2025. Além disso, de acordo com uma pesquisa realizada pela Salesfore, 84% dos profissionais de marketing relataram que usam Inteligência Artificial em seus mecanismos de aquisição e retenção, quase três vezes mais do que há apenas dois anos. Um sistema é auto sustentável quando exige cada vez menos investimento de energia com o passar do tempo. Depois de posto em movimento, mantê-lo fica mais fácil e logo, sem esforço. Tornar partes do nosso trabalho auto sustentáveis é uma decisão estratégica que possibilita abrirmos nossas agendas para vivermos além do trabalho. 

IA, VR e Low/No Code como braço direito

Segundo dados da consultoria Gartner, até 2024, 80% dos produtos e serviços de TI serão produzidos por pessoas que não são especialistas em tecnologia. Isso aí, você mesmo vai começar a criar soluções digitais para os seus desafios. Isso porque a tecnologia está cada vez mais próxima e acessível para os não especialistas. São inúmeras as empresas que vêm construindo seus modelos de plataforma Low/No code, ferramentas de Inteligência Artificial e Realidade Virtual para apoiar empresas e profissionais. Colocar estas tecnologias em posições de aliados e não de vilões é um caminho certo para resultados mais eficientes, aproveitando todo o seu valor. E, se o desafio até então era de conhecer e saber quais soluções digitais poderíamos utilizar para cada necessidade, estamos aqui para ajudar! Nosso projeto do digitalizai.ai nasceu justamente com esse objetivo.

Uma gestão humanizada…e também tecnológica! 

A relação de gestores e liderados se tornou mais importante do que nunca e esta consciência sobre limites e esforços é fundamental para o bem-estar de times e da autogestão de cada profissional. Encontrar maneiras de tornar processos e operações mais automatizados através da tecnologia, cria espaço e oportunidades para gestores construírem relacionamentos mais humanizados com seus funcionários. Ao mesmo tempo, também gera benefícios significativos de tempo e produtividade. Devemos refletir como tornar mais simples o alcance de resultados através da tecnologia, já dizia Alfred North Whitehead, matemático britânico que virou filósofo: “A civilização avança ampliando o número de operações importantes que conseguimos executar sem pensar nelas”. 

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