Pão de Açúcar e Mercado Livre juntos?!

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/What’s Up?

O que agitou os últimos dias em nosso mercado

1. Grupo Pão de Açúcar estuda parceria com o Mercado LivreO GPA está em conversas avançadas para fechar uma parceria com o Mercado Livre. De acordo com o jornal Valor Econômico, o Pão de Açúcar começará a vender itens de alimentação em um marketplace do Mercado Livre ainda em março. Além da parceria, o GPA também procura outros acordos com aplicativos de delivery. Isso significa que o GPA está buscando novas formas de expandir o potencial de demanda e receita que vem do delivery e do digital.

2. BR Distribuidora e Lojas Americanas criam empresa para integrar lojas de conveniênciaJuntas, elas criaram uma empresa de R$ 995 milhões de valor de mercado e que será responsável pela operação das lojas de conveniência das marcas BR Mania e Local. De acordo com o jornal Valor Econômico, a Americanas vai poder fornecer produtos para as lojas de conveniência e há potencial que a nova empresa gerencie os comércios. Aqui lembrando que, em abril do ano passado, a BR Distribuidora fechou parceria com a Ame, da B2W (controlada da Americanas). E nos últimos dias, tem se falado que as Lojas Americanas e a B2W estão estudando uma fusão. O que isso pode significar para a nova empresa criada entre BR e Americanas no sentido do digital – ou melhor, do Phydigital?

3. Spotify lança marketplace para ads em áudioA empresa sueca anunciou a criação da Spotify Audience Network, que vai servir como um marketplace para compra de ads nas audiências do Spotify, e das plataformas de podcast Megaphone e Anchor (recentemente adquiridas pelo Spotify). A rede está sendo testada apenas na audiência dos podcasts originais do serviço de streaming, mas deve chegar, no futuro, a programas de terceiros também. Além disso, o app ainda anunciou a expansão do Spotify Ad Audio – seu serviço self-service de inserção de video ads no app – para incluir podcasts. Em entrevista ao Verge, o CEO do Spotify, Daniel Ek, afirmou que o futuro da internet é a coexistência entre o modelo de assinatura e o de ads numa mesma plataforma. Inclusive, se quiserem saber mais sobre o Daniel Ek, temos um Ghost Interview com ele aqui.

4. Plataforma de ads da Rappi inicia operaçõesE não são apenas os Podcasts que estão se estruturando melhor com foco na receita de Advertising, os SuperApps também! A Rappi acabou de lançar a Brands by Rappi, que permite que as marcas integrem análises, ações, marketing digital e desempenho de vendas dentro do app. A plataforma é self service e faz parte do plano de expansão da Rappi para o mundo das marcas – e de fortalecimento do ecossistema do seu superapp.

5. O Twitter Premium (finalmente) chegouChamado Super Follow, feature permite que produtores de conteúdo cobrem assinaturas de até US$ 5 de seus seguidores para que esses tenham acesso a materiais exclusivos. Numa tendência de “direct to creators” que estamos comentando no Morse desde o ano passado. Com o movimento (que já era esperado, inclusive), o Twitter traz um belo apelo para a entrada de criadores com grandes números de seguidores.


/Following UpNovidades dos assuntos que já temos acompanhado por aqui

6. Austrália aprova polêmica lei que exige pagamento por conteúdo; Reino Unido deve seguirCom a aprovação do Código de Negociação da Mídia, as companhias terão de negociar com as agências australianas para vincular ou usar os conteúdos. O Facebook, que tinha banido o compartilhamento de notícias por lá, voltou atrás ao acertar com o governo australiano um prazo maior para se adequar ao novo código. E outros países devem seguir o caminho australiano. “Nós certamente não descartamos uma legislação ao estilo da Austrália para corrigir o desequilíbrio entre a relação das Big Techs e as empresas de mídia”, afirmou fonte do governo britânico ao jornal The Times. Segundo WSJ, dentro do Facebook os executivos já falam de focar na Europa; a empresa informou que deverá investir US$ 1 bilhão em licenciamento de notícias nos próximos 3 anos (globalmente, que fique claro). Na Índia as empresas de mídia começaram a exigir 85% de share nas receitas que o Google tem com ads em seus sites. Vai ser uma briga boa.

7. Facebook lança campanha para enfrentar AppleMais um episódio da #DataWar: o Facebook lançou uma campanha em favor dos ads personalizados, mostrando o quanto a captura de dados é importante para os pequenos negócios no aplicativo. A mensagem contra as mudanças do iOS fica bem clara! E, só para finalizar a “ronda Zuckerberg” da semana: o FB está testando sistemas de reconhecimento facial para os seus smart-glasses.


/Coming UpRadar do Morse sobre novas tendências, produtos e serviços

8. LG licencia seu sistema operacional de Smart TVs para outras fabricantesCom a disputa que está acontecendo no mundo dos Smartphones, com Apple e Google mudando as regras do jogo e criando restrições não apenas para aplicativos, como comentamos acima na disputa com Facebook, mas também para fabricantes, o mercado de Sistemas Operacionais (OS) deve aquecer ainda mais. Se para Smartphones talvez já seja um jogo ganho, para demais itens conectados parece que o mercado está olhando de outra forma, e a fabricante coreana de televisores começou a licenciar o WebOS, seu OS de SmartTVs, para demais marcas, uma forma interessante de crescer num mercado ainda bastante multifacetado, que é o dos sistemas operacionais para “smart coisas”. A RCA e a Polaroid já falaram que vão usar o OS. A LG planeja usar o OS em outros devices, como IoT para residências. Vale lembrar também que no mês passado rumores diziam que a LG poderia estar saindo do mercado de Smartphones. Verdade ou não, estaria a LG caminhando para o negócio de software?

9. LinkedIn está construindo marketplace de freelancersDe acordo com o site The Information, a rede social da Microsoft está criando um marketplace para conectar profissionais freelancers com empresas ou clientes que precisem de algum serviço temporário, mercado que inclusive cresceu muito durante a pandemia com empresas mais enxutas e também profissionais buscando novas formas de compor, ou recompor, seus ganhos mensais. Mais do que uma ferramenta de busca e recomendação, o LinkedIn quer liberar o pagamento para os profissionais dentro da própria plataforma onde se procura e faz a avaliação dos profissionais (quase como um GetNinjas – empresa que, inclusive, entrou com pedido de IPO por aqui na última sexta-feira) virando então um Marketplace. A feature está em projeto desde o final de 2019, quando o LinkedIn comprou os ativos da UpConsel, um marketplace de serviços de advocacia. Vale lembrar que o LinkedIn Learning também nasceu assim, com a aquisição da plataforma Lynda, criada pela Lynda Weinman, que também teve um Ghost Interview conosco 🙂

10. Aliexpress faz parceria com Nuvemshop e permite abertura de lojas virtuais no BrasilCom a parceria, os empreendedores brasileiros poderão comercializar os produtos já existentes na plataforma chinesa em suas próprias lojas virtuais dentro do Aliexpress. A chinesa vai cuidar do estoque e da logística, e o lojista será um parceiro ali dentro do espaço – o que chamam de “dropshipping”. A ideia da Ali é abrir o site para marketplaces brasileiros em breve. Com o mercado de Live Commerce crescendo, tendência que vem inclusive da China, seria esse um movimento da Aliexpress para permitir que pessoas comuns criem seus espaços para monetizar suas próprias Lives e conteúdos em redes sociais?

11. Vivo planeja pacote de serviços financeirosA operadora testou o Vivo Money, serviço digital de empréstimos e microfinanciamentos, no começo do ano passado para os clientes pós-pagos. E, com o crescimento de 2,5 vezes da plataforma, agora colocaram no planejamento ampliá-la para clientes pré-pago. A empresa vê também oportunidades no segmento de carteiras digitais, primeiro focadas na recarga do celular e depois no pagamento. Na semana passada comentamos também sobre a Claro que testou o Claro Pay para não Clientes da operadora. Bom, se no passado ninguém saía de casa sem a carteira e o celular no bolso, essa dupla finalmente está prestes a virar uma coisa só, de vez.


/Cashing UpDeals que movimentam o mercado*

*(O Cashing Up é apoiado por Divibank, uma solução inovadora e criativa para empresas em busca de financiamento com foco em growth)

12. Senado brasileiro aprova marco Legal das StartupsA lei aprovada acaba por definir o conceito de startup e ajuda a dar mais segurança jurídica às pequenas empresas de inovação. De acordo com o documento, uma startup é uma empresa que tem um modelo de negócios inovador para geração de produtos e serviços, com até 10 anos de registro e até R$ 16 milhões em receita bruta anual. Outro ponto importante foi o de investimentos: o marco definiu que startups podem receber aportes de capital, tanto de pessoa jurídica, quanto física, sem que elas integrem o capital social da empresa – também indicou que as empresas podem usar verbas de P&D em investimentos para startups. O projeto também estabeleceu regras mais claras para que startups participem de licitações do governo. A lei, no entanto, foi criticada por parte do setor, que viu algumas questões, como a tributária e a trabalhista, de fora do documento.

13. Após parceria com startup, BB vende 37% mais imóveis em 2020Já falamos por aqui sobre como a ligação entre grandes empresas e startups pode mudar o ponteiro para ambos os lados. Em março, durante o impacto da pandemia nos negócios, criamos até o #AdoteUmaStartup, uma provocação para que grandes empresas olhassem o potencial de alavancar negócios através de parcerias. Bem, foi o que aconteceu com o Banco do Brasil. Em abril do ano passado, o BB fez parceria com a Resale, startup de revendas de imóveis, que passou a administrar o marketplace Seu Imóvel BB. De lá para cá, o banco aumentou em 37% as transações de imóveis!

14. Méliuz compra Picodi.com por R$ 120 milhões e chega a 44 paísesLogo após o IPO, a Méliuz está voando! A startup comprou 51,2% da Picodi.com, plataforma polonesa de comércio eletrônico, por R$ 120 milhões. A Picodi opera em 44 países e reúne cupons de descontos e códigos promocionais em mais de 12 mil lojas online. Com a compra, a Méliuz entra de vez no mercado internacional.

15. Recargapay recebe investimento de R$ 385 milhõesLiderada pela IDC Ventures e pela Fuel Venture Capital, LUN Partners e Experian, esta é a terceira rodada de investimentos de fundos de venture capital desde a criação da fintech.

16. VidMob recebe investimento de US$ 50 milhões de Adobe e ShutterstockA startup faz parte de um segmento que está começando a ganhar força no mundo de ads, o de “intelligence creatives”, plataformas que usam inteligência artificial para analisar o desempenho e criar peças gráficas de publicidade. Com a evolução da automação para compra, gestão e performance de mídia, e com diversas novas plataformas de Ads surgindo (hoje mesmo falamos aqui da Rappi), a automação criativa vira um grande aliado. Tanto que no início do mês o Walmart anunciou a aquisição da Thunder. No Brasil, a Chilligum, com quem conversamos nesse episódio do MorseCast com a CEO, Deborah Folloni, também está de olho nesta tendência e oportunidade.

17. Cision compra Brandwatch por US$ 450 milhões, criando gigante de “social media listening” A Cision, empresa de PR, marketing e gerenciamento de mídias sociais, comprou a startup de consumer intelligence e de social media listening Brandwatch por US$ 450 milhões. A startup utiliza inteligência artificial para fazer o monitoramento de postagens em redes sociais, como forma de ajudar as marcas a entender a “temperatura” do produto ou da própria companhia com o público.


/Hurry Up

As rapidinhas da semana

HP compra fabricante de devices para games HyperX por US$ 425 milhões (The Verge)

AT&T faz spinoff de DirecTV, que fica avaliada em US$ 16,5 bilhões (CNBC)

Huawei abre para terceiros o desenvolvimento de apps para smartwatch (Mobile World Live)

As 10 tecnologias mais inovadoras de 2021 (MIT Tech Review)

O Gif do meme que foi vendido por US$ 600 mil. E como, raios, isso aconteceu. (Mashable)

Este vídeo do Tom Cruise viralizou. Só que é um deepfake (NME)

Clubhouse: será que ele vai conseguir “ser rápido” sem “quebrar coisas”? (NYT)

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