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Abrindo portas com o marketing pessoal

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Tell me Why

Uma pauta frequente aqui no Morse, e que por sinal adoramos, é sobre o papel do conteúdo no posicionamento e na comunicação das marcas. Porém, antes de definir sua estratégia de conteúdo, ou mesmo posicionamento, é importante entender o “Porque” por detrás de cada marca e empresa. O conceito de Golden Circle, do Simon Sinek, da um bom ponto de partida para se pensar em como o Why da sua empresa ou marca ajuda a direcionar como será o posicionamento e interação com seus clientes, potenciais clientes e a sociedade.

Agora, saindo do território das empresas e indo para as pessoas, existe um outro conceito super interessante chamado Ikigai, que vem do japonês e significa “razão de viver” ou “força motriz para viver”. De acordo com a teoria japonesa, todos possuem o seu ikigai, e essa descoberta, apesar de não ser um trabalho simples, seria a base para encontrar o equilíbrio e a felicidade na sua vida.

Agora, e se pensarmos no cruzamento dos conceitos de Golden Circle e Ikiai, como forma de pautar você enquanto profissional. Qual o seu Why profissional? O seu propósito nas atividades que você realiza e como garantir que isso esteja alinhado ao seu equilíbrio e satisfação? E como comunicar isso para os demais ao seu redor, e para o mercado, garantindo que você possa cada vez mais ser atraído, e atrair, atividades, desafios e pessoas que estejam alinhados ao que você acredita e busca como realização pessoal e profissional. Mesmo que você não queria vender algo, literalmente, um bom marketing pessoal pode ser a chave para você estar mais próximo dos seus objetivos de vida, seja profissional, seja pessoal

Marca pessoal x Marca corporativa 

À medida que as mídias sociais tomaram uma proporção significativa em nossas vidas, onde 4,62 bilhões de pessoas utilizam essas mídias em todo o mundo (ou seja, mais da metade do planeta), estratégias antes já existentes vem se adaptando para os meios digitais. O marketing pessoal é um exemplo, uma estratégia que vem se apresentando versátil e adaptável aos dias de hoje, mas vem sendo vendida de maneira limitada (já já falamos a respeito). 

O conceito de marca pessoal alinhado com as mídias sociais, possibilitou profissionais de diversos segmentos a construírem sua autoridade no digital e se conectarem com sua audiência de maneira próxima e autêntica. Desde pequenos empreendedores a grandes executivos e empresários, a marca pessoal no digital possibilita diversas oportunidades, principalmente comerciais. Segundo a Global Consumer Pulse da Accenture, 76% dos consumidores brasileiros são influenciados em decisões de compra não só pelos valores propagados pelas empresas mas como as ações de seus líderes. É por isso que vemos cada vez mais comunidades acompanharem líderes e profissionais com o objetivo de se inspirar, conhecer e aprender. Os líderes se tornaram papel fundamental na jornada de sua audiência. Estamos todos em um negócio de relacionamento, afinal, segundo Russel Brunson, autor do livro Expert Secrets, os consumidores podem entrar na sua escala de valor por causa de um produto, mas ficam por causa de um relacionamento com você. Um exemplo que retrata este cenário é o papel de Guilherme Benchimol, fundador da XP Inc.. Em uma de suas lives, ele comentou que seu perfil gera muito mais engajamento que o perfil da empresa e que há um grande processo de ouvidoria nas suas mídias sociais, já que muitos clientes tiram suas dúvidas e apresentam sugestões diretamente em suas postagens. Segundo ele, as pessoas se conectam mais com CPFs do que com CNPJs. 

Fique rico, me pergunte como. Arraste para cima!

Uma barreira que precisamos quebrar é que trabalhar sua marca pessoal está unicamente relacionada à tentar se vender como referência ou case de sucesso para monetizar “oportunidades” por vezes duvidosas no mundo digital. O boom recente do negócio de infoprodutos, ou seja, a venda de produtos intangíveis em forma de conteúdos fechados, cursos, palestras etc, criou uma leva de profissionais que seguem algumas metodologias prontas como “A fórmula de lançamento” com objetivo de gerar awareness e “reputação” com objetivo de vender estes produtos. Se para alguns, que realmente possuem muito a contribuir, essa metodologia se mostra como uma boa estratégia de growth, em outros casos vem criando uma bolha de conteúdos duvidosos e comunicações muitas vezes enganosas… Para se ter uma idéia, existem hoje empresas “especializadas” em criar, ou vender, cursos para você empacotar e revender através de estratégias de geração de demanda. Ou seja, no final do dia, em alguns casos, tudo ali é fake, da projeção de sucesso de quem está ali vendendo aquele produto, ao conteúdo e cases do curso em sí, muita coisa pode não ter fundamento… E o pior de tudo, esse movimento vem criando uma imagem ruim, e por vezes até um preconceito,  a respeito de quem se posiciona no mundo digital com outros propósitos, ou dos profissionais e empresas que realmente tem conteúdo à passar e ensinar no mundo digital. 

Mas afinal, o que é resultado para a marca pessoal?

Apesar do marketing pessoal ser vendido na “caixinha” como mencionamos, a estratégia vai muito além de número de seguidores e conversão nos infoprodutos. Como o próprio nome diz, a estratégia necessita ser pessoal, de acordo com as características, personalidade e objetivos daquele indivíduo. É preciso identificar e definir o que o indivíduo identifica como um bom resultado de marketing pessoal. Vamos a um exemplo! Nada adianta um empreendedor da moda alcançar milhares de seguidores se este público não se interessa e não compra de seu negócio, se for esse o objetivo final, ou um profissional que deseja usar o branding pessoal para criar um bom networking focar apenas em quantidade e não “qualidade” de sua rede. Para muitos profissionais, a chamada “criação de autoridade” pode variar! Para alguns, a autoridade é representada pelo interesse de uma grande comunidade em torno do indivíduo, para outros significa ter pessoas especialistas os visualizando como referência, mesmo que seja um grupo menor de pessoas. O autoconhecimento no processo da construção do marketing pessoal é fundamental, para fugir das fórmulas prontas e identificar o que funciona para você e seu público. 

Não se trata de fazer um monólogo

Apesar de conceitos de marketing pessoal trazer a autopromoção como pilar, isso não significa que a estratégia se trata de falar só de você e fazer um monólogo nos ambientes digitais. As mídias sociais são uma via de mão dupla, um ambiente de diálogo. Diálogo entre os consumidores, entre marcas e clientes, entre líderes e seguidores. Para construirmos uma comunicação eficiente é preciso pensar no receptor, seja ele quem for. E por isso, é fundamental entender com quem você quer dialogar e de que forma. São inúmeras as possibilidades, e é preciso nos desprender do pacote de “dicas no Instagram”. Você pode escolher outros locais sem abrir mão de resultados, seja através de Artigos, Linkedin, Podcast, Comunidades, Palestras entre outros… Buscar onde, com quem e como você vai se comunicar exige um papel de autoconhecimento. Precisamos ser autênticos nas escolhas da comunicação e encaixar nosso jeito e personalidade com a comunicação que faremos. 

Sem medo e sem vergonha!

Além dos desafios que comentamos aqui, há o desafio do desapego. Ou seja, se desprender da vergonha, do medo, da opinião de outros profissionais ao se comunicar no digital. No MorseCast que gravamos com o Rapha Falcão, hoje uma personalidade digital no mundo de marketing para PME’s, ele comentou sobre o quanto o medo e a vergonha eram uma barreira em seu desenvolvimento, e como através de um trabalho direcionado ele transformou uma fraqueza em um ponto forte de sua estratégia de branding pessoal. Muito pela influência da “caixinha” e “fórmulas prontas” que mencionamos aqui, é muito comum vermos grandes profissionais terem receio de se comunicar e trabalhar seu marketing pessoal. Muitos profissionais pensam que o marketing pessoal se encaixa para profissionais que não estejam tão ocupados ou não são tão especialistas e autoridade como dizem. Sabemos que isso ocorre, mas não podemos generalizar. Inúmeros são os/as  líderes e  profissionais que se posicionam no digital e obtêm um grande currículo e resultados por trás, como Elon Musk, Jeff Bezos, Luiza Trajano, Guilherme Benchimol, Sara Blakely, Rony Meisler etc. 

O poder da atração

Em resumo, construir sua marca pessoal te permite inúmeras oportunidades muito além da bolha dos infoprodutos, ou da autopromoção egocêntrica. Saber o seu “why”, o que te faz feliz, suas habilidades e sua missão, e comunicar isso de forma eficiente nos canais corretos se torna uma forma de atrair, e ser atraído, para desafios e oportunidades que talvez não chegassem até você se você estiver aí, “apenas” consumindo conteúdo e opiniões de terceiros, sem se posicionar e mostrar ao mundo o seu valor, conhecimento e potencial. Mas lembre-se, toda estratégia deve ser pensada de maneira que alinhe a sua identidade, a sua essência, o seu público e o seu estilo de comunicação.

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